CONCLUSÃO

Ficou provado que, efectivamente, a crise é uma constante no seio político. No episódios da série “Os Homens do Presidente” a que assistimos tivemos uma prova disso. Mesmo sendo ficçao não podemos deixar de realçar a veracidade que está introduzida na condução da série. Foi interessante assistir à forma como sao abordadas as crises e, principalmente, as formas que os assessores da Casa Branca escolheram para solucionar cada um dos problemas que lhes foram aparecendo.

Mais uma vez, foi pertinente desenvolver este tipo de relatório, pois fez-me refectir mais sobre o que aprendemos durante as aulas.

Published in: on Junho 10, 2008 at 10:49 pm  Deixe um Comentário  

MENTIRA POLÍTICA

Episódio 17 “Mentiras, malditas mentiras e estatisticas

“a mentira na política; a mentira como instrumento de marketing político. A sondagem sempre presente.”

 

Resumo do episódio:

Foram demonstradas algumas mentiras dentro da Casa Branca.

À medida que as horas passaram foram ficando mais perto os resultados da sondagem. Os assessores de Bartlet reuniram-se para estipularem a pontuação que teriam. C.J. achava que podiam subir cinco pontos embora a maioria dos colegas prevessem que se iam manter nos 42 pontos. Leo transmitiu o resultado da reunião ao presidente Bartlet e disse-lhe que TODOS concordaram que seriam 42. Mentira. Mais tarde C.J. descobriu e foi pedir explicações a Leo.

Mais mentiras: Sam envolveu-se com uma prostituta. Toby teve a missão de desencorajar Sam de ir à festa de formatura da Laurie (a tal prostituta com quem Sam se estava a relacionar e que ia festejar a formatura em direito). Sam prometeu que não ia. Entretanto, houve uma fuga de informação e o jornal London Daily Mirror soube disto e subornou a amiga de Laurie. Sam, mentiu e foi encontrar-se com Laurie. O London Daily Mirror conseguiu fotografias de paparazzie. No dia seguinte Leo descobriu esta situação e foi confrontar C.J. que já sabia. Leo ficou chateado por ninguém lhe ter contado antes. Omissão.

Barry Haskel foi falar com Leo e afirmou ser contra as contribuições não institucionais. Mentiu. Leo já sabia que ele era a favor e até tinha pedido a revisão da cláusula de 1978.

 

 

Análise:

Obviamente que nem todas as mentiras expostas no episódio tem o mesmo grau de relevância. Aliás, as mentiras até se centram mais no seio da Casa Branca e não tanto numa estratégia política exterior.

Neste episódio é importante reter a questão das sondagens: são importantes na medida em que são a única forma de saber o que é que a população pensa antes das eleições. No caso, foi feita uma sondagem telefónica (que como estudamos é a mais barata mas também é a mais sujeita a erros). As sondagens fazem parte do marketing político e neste caso foram usadas pelos membros da Casa Branca de forma a perceber qual o impacto que Bartlet estava a ter na opinião dos americanos e se o que estavam a fazer estava a resultar.

Quanto às mentiras, talvez sejam justificadas porque no contexto político a mentira entra sempre, com maior ou menor intensidade, com maior ou menor impacto ou até mesmo entre os membros do partido e do partido para o exterior. O caso do Leo não falar dos cinco pontos a mais previstos pela C.J. pode ser encarado como manipulação política que Leo fez apresentando ao presidente apenas parte da verdade de modo a defender o seu interesse. Não foi grave, mas mentiu. Isto faz-me também considerar as mentiras entre funcionários da mesma instituição, até que ponto estas pequenas mentiras podem começar a criar um clima de desconfiança entre os próprios colegas de trabalho? Mais uma prova, que qualquer que seja o meio (dentro da instiuição/empresa/governo/etc ou fora é importante tentar não mentir, afinal, muitas vezes a mentira é o caminho mais fácil, mas o menos acertado e pode ter consequências desagadáveis não só para quem é directamente prejudicado pela mentira lançada, como também para quem mentiu!).

 

 

RELAÇÃO COM OUTROS EPISÓDIOS:

Apesar de só ter separado este episódio como parte integrante da ‘mentira’ não significa que tenha sido o único em que assistimos a mentiras na série “Os Homens do Presidente”.

Com efeito, houve mais episódios como: “Desmonoramento” e “Universitários”. No episódio “Desmonoramento” tivemos o exemplo de mentira/omissão no caso do vaivém. Já no episódio “Universitários” há algo muito grave: a destruíção de provas por parte da Casa Branca para omitir informação.

Published in: on Junho 10, 2008 at 10:22 pm  Deixe um Comentário  

FUGA DE INFORMAÇÃO

Episódio 21 “Desmonoramento

“A fuga de informação (e a mentira…) como instrumento para tentar resolver a crise em política.”

 

Resumo do episódio:

O episódio começou com o candidato republicano a fazer campanha negativa contra Bartelt. O slogan usado foi “Oito anos basta!”. Durante o discurso o candidato republicano apresentou várias “incompetências” do governo de Bartlet.

O vice-presidente reuniu-se com o governador: falaram do momento critico por quem passavam naquele momento e da necessidade de ter um candidato consensual. O nome de Matt Santos veio à conversa. Quando  confrontado com a situação Matt Santos sentiu-se tentado a desistir da candidatura pessoal e concorrer como vice-presidente de Russel. Reuniu-se com ele…mas acabou por recusar! 

Uma Estação Espacial Internacional está  perder oxigénio. Os ocupantes podem ficar sem oxigénio em três semanas. Até que a C.J. começou a perceber o que estava em causa não era salvar o vaivém (porque achavam que não valia a pena arriscar mais vidas), o que estava verdadeiramente em causa era ocultar esta informação. A C.J. insistiu que era importante resgatar a tripulação do vaivém, todavia ninguém lhe deu ouvidos. No final do episódio percebe-se que houve uma FUGA DE INFORMAÇÃO nesta questão do vaivém. Supõe-se, obviamente, que foi a C.J..

 

Análise:

Este episódio começou com uma campanha negativa por parte dos republicanos com o slogan “Oito anos basta!”.

Tal como estudamos, perante uma crise, ao usar-se a mentira consegue-se desacreditar a mensageme a maior parte das pessoas ou ficam na dúvida ou acreditam na mentira até que se prove o contrário.

«A “fuga” tornou-se uma instituição, sendo um dos processos mais usados na transmissão de informações por parte das fontes oficiais. Mais que um anúncio direto, a “fuga” presta-se muito melhor a esconder determinados. A “fuga” começou como uma prática ocasional de uma fonte oficial transmitir informação confidencial a alguns jornalistas. Hoje, tornou-se uma maneira institucional de transmitir informação.», Estrela Serrano em “Jornalismo e Elites de Poder”.

A fuga de informação podem surgir como formas de solucionar uma crise política. Como? Quando os assessores dão um notícia ou um exclusivo a determinado órgão de comunicação social. Neste episódio C.J. deixou passar informação porque não concordou com a atitude dos seus colegas. Fez bem? Provavelmente sim, provavelmente não.

 

 

 

Episódio 15 “Vida em Marte

“Perante uma fuga de informação, o que fazer? que intervenção?

A assessoria participa em tudo o que se decide, não é apenas o ultimo ponto antes do contacto com os jornalistas; é parte integrante da estratégia de comunicação e não um elemento passivo”

 

Resumo do episódio:

Este episódio começa com uma carta de pedido de demissão do vice-presidente John Hoyes. Mas para melhor compreendermos o motivo desta carta de demissão o episódio retrocede 24 horas.

C.J. está a dar mais uma conferência de imprensa na qual é confrontada por um jornalista sobre a possibilidade da Casa Branca ter informações da existêncoa de moléculas de água em Marte. Facto que C.J. nega. MAS, efectivamente, o vice-presidente soube da existência de um relatório sobre moléculas de água em Marte, contudo INTERFERIU para ocultar este relatório. Devido a uma FUGA DE INFORMAÇÃO soube-se disto e noticiou-se no jornal Washington Post. A fuga de informação teve origem precisamente pelo vice-presidente (o novo advogado dele, Joe Quincy apresentou as provas à C.J.). Isto porque ele se envolveu com Helen Baldwin. e esta agora ameaça publicar um livro com todas as informações: o vice-presidente confirmou-lhe que sabia do relatório.

O presidente Bartlet não queria que o vice-presidente John Hoyes se demite-se porque isto daria uma péssima imagem da Casa Branca. Bartlet disse-lhe que em dois meses o caso seria esquecido e para ele continuar a ser vice-presidente. Mas, John Hoyes não aceitou. O episódio acabou com a necessidade de encontrarem um novo vice-presidente.

 

Análise:

Ao longo do episódio os assessores da Casa-Branca tiveram acesso a toda a informação “Há uma fuga de informação” disse Josh a Leo e a Quincy. Este é um dado relevante na medida em que demostra a importância dos assessores: eles participam directamente na resolução dos problemas. Na resolução da crise. No caso, na resolução da fuga de informação.

 

 

RELAÇÃO ENTRE OS EPISÓDIOS:

No caso do episódio “Desmonoramento” a fuga de informação foi propositada: foi uma estratégia. Já no episódio “Vida em Marte” a fuga de informação não teve uma origem pensada, foi um acto furtuito.

Published in: on Junho 10, 2008 at 10:18 pm  Deixe um Comentário  

CAMPANHA NEGATIVA

Episódio 18 “Matamos Yamamoto

“A campanha negativa”

 

Resumo do episódio:

Há um plano ambiental para o presidente salvar o Everglades (plano de 8 milhões para 20 anos de forma a restaurar os cursos de água e de fauna).

Estratégia: “bom para nós, mau para o Ritchie”, “mesmo que não ganhemos, agora ele tem de gastar tempo e tem de gastar dinheiro para fazer campanha no próprio estado”. “Vencemos a discussão que é o Ritchie estar com os interesses na Florida. E se fizermos bem as coisas obrigamo-los a defender os poluentes”. Factor X: surpreender com o desconhecido.

Pintero quer que se faça o incentivo ao casamento: em troca dá 300 milhões a Josh para beneficiar as crianças.

Querem mudar o nome de “Norte de Dakota” para “Dakota”: “A estratégia-chave é limpar a imagem negativa do estado establecendo um nome mais convidativo para o estado: Dakota”.

O presidente reúne-se com alguns membros para decidirem que destino dar a Sharref. Querem prender o Shareef mas não podem porque ele é membro da família real. “Queremos prendê-lo!”…“Pessoal este tipo vai enfrentar um julgamento num tribunal americano e se tivermos de meter heroína no avião dele para o apanhar é isso que vamos fazer!”.

Josh chega com o resultado da sondagem: a votação não está favorável. As mulheres estão contra.

Ritchie vai à angariação. Bartlet não.

Leo fala com Fitzwallace:

Leo: “Nós matamos Yamamoto.”

Fritz: “Declarámos guerra”.

 

Análise:

A campanha negativa esteve extremamente presente neste episódio. Os ataques a Ritchie são claramente tipícos de uma camapanha negativa. Frases como “bom para nós, mau para o Ritchie”, “mesmo que não ganhemos, agora ele tem de gastar tempo e tem de gastar dinheiro para fazer campanha no próprio estado”; “Vencemos a discussão que é o Ritchie estar com os interesses na Florida. E se fizermos bem as coisas obrigamo-los a defender os poluentes”;  “(…)se tivermos de meter heroína no avião dele para o apanhar é isso que vamos fazer!”, não deixam dúvidas da assumida campanha negativa.

 

 

Episódio 19 “The Al Smith dinner

“A campanha para escolha do sucessor de Jed Bartlet está cada vez mais negativa – os ataques pessoais sucedem-se…”

 

Resumo do episódio:

O jantar de Al Smith é para honrar o primeiro católico na corrida a presidente com o intuito de beneficiar a caridade católica. Nenhum dos candidatos quer abordar a questão do aborto. Aliás, a ideia inicial é que nenhum dos candidatos quer fazer campanha negativa. MAS FAZEM! Vinick inicia uma campanha negativa contra Santos. Na televisão fala-se de Santos como que ele seja totalmente a favor do aborto.Alguns grupos de mulheres acham que Santos não é tão a favor do aborto quanto elas pensavam e decidirem ir falar com Vinick que é a favor do aborto e está nove pontos à frente de Santos. Antes de discursarem Vinick pede um debate sem manobras de bastidores: um debate sincero. Houve vingança de Santos: Vinick também foi vitima de campanha negativa. Ambos os candidatos chegam a acordo (ou fingem que chegam!).

 

Análise:

 

A campanha negativa (ou campanha negra) é aquela que aposta em evidenciar os defeitos do adversário (e não dar relevancia às próprias qualidades que deveriam ser o objecto de sedução usado pelos candidatos para promover a sua candidatura). Na minha opinião a campanha negativa é precisamente aquilo que não se deve fazer.

Lurdes Martin Salgado afirma que apesar  dos esforços feitos pela Associação Americana de Consultores Políticos para criar um código de conduta que se abstenha de lançar falsos ataques conta o adversário político a realidade tem demonstrado que o código não tem tido grande impacto na prática.

Tal como aprendemos nas aulas, as campanhas negativas tem como principais características as acusações (implicitas ou explícitas), insinuações, comparações, criação ou aproveitamento de rumores, além de cartazes e publicidade dirigida e até mesmo insultos e dialéctica verbal (e escrita) violenta.

 

 

RELAÇÃO ENTRE OS EPISÓDIOS:

Em ambos temos presente a campanha negativa. Este tipo de campanha surge em ambos os episódios como estratégia política para derrubar o adversário. No caso do episódio “Matamos Yamamoto” as frases utilizadas parecem mais ofensivas mas não passam tal como são ditas para a opinião pública. Já no caso do episódio “The Al Smith Dinner” a campanha negativa passa nos meios de comunicação social e está à vista de todos (ou melhor, de todos aqueles que tem capacidade para perceber que se está a fazer campanha negativa).

De lembrar que nos Estados Unidos da América e no Brasil este tipo de campanha usa-se frequentemente. Daí, a série dos Homens do Presidente também se basear neste ponto.

 

Published in: on Junho 10, 2008 at 10:09 pm  Deixe um Comentário  

CRISE

Episódio 16 “18th and poto mac

“A crise, a sucessão de crises, e a sondagem como instrumento de gestão e preparação.”

 

Resumo do episódio:

É feita uma sondagem e os resultados hipotéticos apresentados pelo Joey Lucas são desastrosos.

Sucessão de crises: manifestações; rebenta uma crise no Haiti; o Josh precisa de 30 milhões para o comité do Senado continuar o caso do Departamento de Justiça contra a indústria do tabaco, mas há um bloqueio quando o Josh solicita o voto crucial de dois senadores democratas. E ainda, o problema da divulgação da doença de Bartlet.

Bartlet disse: “Não quero cometer os mesmos erros de novo.” e Leo responde “Não quando há tantos novos erros que podemos fazer”.

 

Análise:

A sondagem apresenta maus resultados para os democratas, mas por outro lado serve para perceberem que as pessoas não estão satisfeitas. É preciso agir.

Mais uma vez o trabalho dos assessores é importante. C.J. é quem trata de abordar a imprensa para a revelação oficial da doença do presidente Bartlet. Escolha certa: divulgar. Perante a crise (a doença do presidente) a aposta foi contar a verdade. Agiram!

 

 

Episódio 13 “Ele fará de vez em quando”

Há mais um caso para resolver, os problemas de alcool de Leo; há crise de comunicação; responder ou não? como abordar o problema? A internet acelera a comunicação; Bartlet tem esclerose multipla (segredo) e Leo é avisado”

 

Resumo do episódio:

Este episódio começou com o presidente Bartlet a treinar o discurso. Josh e C.J. estavam a assistir e cometaram que o presidente estava com mau aspecto: parecia doente. No final, foram ter com ele e falaram-lhe sobre isto, insistindo para o presidente tomar os compridos. Pouco tempo depois o presidente desmaiou. Leo começou a desconfiar que se passava alguma coisa e acabou por saber a verdade pela mulher de Bartlet: o presidente tem esclerose múltipla.

 

Análise:

Doença do presidente. ‘Sinónimo’: crise. O que fazer? Esconder isto dos assessores? Esconder dos jornalistas? Assumir. Correr o risco de ter de ceder o lugar?

É uma situação muito delicada. Na minha opinião é sempre preferível assumir, contar a verdade. Vejamos, se foi a população que escolheu Bartlet para assumir o cargo de presidente dos Estados Unidos essa mesma população tem o direito de saber o que se passa e até mesmo demonstrar a sua posição perante este facto. Claro que estas questões são sempre mais complexas dos que aparentam. «As eleições jogam-se muito na opinião pública», há sempre o risco dos adversários iniciarem uma campanha negativa e destruírem o poder der Bartlet.

O caso de Leo acaba por ser idêntico, embora com consequências gerais um pouco menores. A minha solução é a mesma: contar a verdade. Aliás, durante as aulas foi-nos dito que a verdade é sempre a melhor opção.

 

 

Episódio 12 “Navegação Celestial

“CJ não pode realizar a conferência de imprensa matinal; Josh oferece-se para a substituir. Um desastre. É preciso saber lidar com os jornalistas. Incompetência, impreparação. Responsabilidade. A importância do que se diz. O cuidado com o que não se quer dizer. A dialéctica com os jornalistas.”

 

Resumo do episódio:

O juiz Mendonza que foi nomeado pelo por Bartlet para o Supremo Tribunal foi detido pela polícia por conduzir sob efeito de álcool e recusou-se a fazer o teste do balão, alegando que este teste é contra os direitos do humanos. A polícia prendeu-o. Sam e Toby foram para Wesley para libertar o juiz Mendonza (encondendo da imprensa o sucedido).

A secretária O’Leary foi acusada de ter chamado racista a Wooden. É feita uma conferência de imprensa em que se diz que o presidente Bartlet exigiu que O’Leary pedisse desculpas a Wooden. Josh substitiu C.J. na conferência de imprensa (porque ela desvitalizou um dente e nao estava em condições).

 

Análise:

Quando falamos de uma conferência de impresa não nos podemos esquecer que há sempre uma estratégia, por um lado da parte do jornalista que faz de tudo para conseguir obter a maior quantidade de informação possível (e até mesmo insistir em casos mais polémicos) e por outro lado da parte de quem dá a conferência: como responder aos jornalistas, que assuntos abordar e que assustos não abordar, que posição tomar (distanciamento ou amistosidade). Tendo em conta a série, falamos do assessor do presidente dos Estados Unidos da América, ou seja, não é algo que se faça de ânimo leve e sem preparação prévia. Por norma era C.J. mas naquele dia ela não estava em condições de falar e Josh substitui-a. Decisão errada. Josh não soube responder claramente às questões, teve uma postura imprópria com os jornalistas e o resultado foi péssimo. “Tem a certeza que quer fazer uma pergunta assim tão estúpida?”, foi uma das respostas de Josh. Ele nem sequer tinha total conhecimentos sobre os assuntos que lhe eram inquiridos. Definitivamente ele não estava preparado No final ainda deixou no ar que a Casa Branca tinha um segredo!!! A estratégia dos jornalistas funcionou e a de Josh falhou. Talvez tenha falhado porque não houve verdadeiramente uma estratégia, não foi algo pensado nem racionado como deveria ser.

 

 

Episódio 14 “Um dia pouco movimentado

“«Não temos nada para anunciar hoje» diz CJ; «Precisamos de uma boa declaração se não a imprensa passa-se». Não ter notícias é bom ou mau? Sem notícias, os jornalistas investigam…

O que fazem na Casa Branca para criar factos; o poder dos jornalistas bem informados; o off the record;

Uma frase de Will Baley: «por uma vez disse a verdade»;

Atenção a uma outra frase de Toby: «fizeram na TV um anúncio que destruiu a carreira dele»”

 

Resumo do episódio:

O Toby teve uma ideia para “salvar” a Segurança Social. E conta esta ideia ao presidente Bartlet.

Mas este não é um dia comum na Casa Branca: não há notícas para dar! A C.J. e o Josh falam do assunto: “Se nós avançamos com notícias somos atacados”, “Estamos tramados”, “Temos de arranjar uma forma de os alimentar!”.

Entretanto o Toby esconde o que está a fazer do Josh. O Josh percebe que algo se passa e aproxima-se no senador republicano.

A C.J.passou o episódio preocupada com o facto de não ter notícias para dar.

No final, a tentativa de reforma da Segurança Social que Toby propôs (no sentido de recrutar um senador republicano e um democrata) é divulgada publicamente.

 

Análise:

Não ter notícias é definitivamente mau. Os jornalistas vivem das notícias, quando não lhes chegam às mãos eles têm de as “inventar”.

Numa situação destas, é preciso criar “factos políticos” e manobras de bastidores de modo a atrair ou desviar a atenção dos jornalistas.

Tal como nos foi ensinado nas aulas: « Partindo do pressuposto de que toda (ou quase toda) a informação que chega aos jornalistas é fabricada, construída, manipulada (nem que seja porque apenas uma parte é fornecida/comunicada), visando determinados objectivos (a estratégia de comunicação previamente definida), é importante ver que formas há de manipular essa informação». Por isso « encontrar valor mediático para as iniciativas, mas por vezes isso não basta (porque não há, porque há pouco comparativamenteou porque os jornalistas não se interessam); (é também preciso prender a atenção dos jornalistas àquilo que estamos a fazer (sendo criativos na forma como comunicamos a estratégia/a mensagem); surge então aquilo que vulgarmente é designado por ‘factos políticos’».

As manobras de bastidores surgem na sequência da necessidade de desviar as atenções: neste episódio era necessário criar factos para que os jornalistas não se apercebessem da ausência de notícias. Palavra de ordem: desviar a atenção dos jornalístas, criar pseudo-acontecimentos. Ou seja, uma aparente realidade criada por quem tem o objectivo de tornar público através dos jornalistas.

 

Episódio 20 “Sentido”

“A manipulação e a crise”

 

Resumo do episódio:

Neste episódio houve um problema: era preciso encontrar o dossier azul. Vinick apoderou-se desse dossier que continha coisas importantes do passado do adversário democrata, Santos. Depois: houve um acidente com um veículo que transportava urânio a 32km de uma população. Fala-se com a segurança nacional: é estranho os dois camiões envolvidos no acidente chocarem numa zona deserta. Mais estranho ainda: um camião tinha sido roubado duas semanas antes. Problema: na Casa Branca não sabem em que ponto está a questão do acidente dos camiões e querem evacuar as populações mais próximas.

Questões políticas: discute-se se o vice-presidente participa ou não na corrida às eleições. Leo descobre que o vice-presidente é alcoólico e aconselha-o a contar isto ao presidente Bartlet. O presidente quer que ele se mantenha no cargo porque pode morrer a qualquer momento.

 

Análise:

Sucessão de crise, por um lado o problema dos camiões e por outro lado o problema de álcool do vice-presidente e, ainda, descobrir onde estava o dossier azul.

Solução: divulgar o problema de álcool e não se demitir. Nos outros dois casos: investigar. De lembrar que no caso do dossier azul se trata de manipulaçao.

 

 

Episódio 22 “Universitários”

“mais uma crise, mais uma vez a necessidade de responder à crise; com a desinformação e a mentira.”

 

Resumo do episódio:

Qmar tenta responsabilizar Israel. Leo conta isto à advogada Kendall: a Casa Branca SABE que NÃO HÁ provas da responsabilidade de Israel porque foram os membros da Casa Branca que as DESTRUÍRAM.

Campanha eleitoral: “Rock the vote” é a aposta democrata junto dos mais jovens. O presidente foi à Universidade de Michigan e falou do problemática da violência nas escolas, da falta de professores e da falta de material e PROMETEU melhorar a situação.

Entretanto, Toby e Josh acreditam ter descoberto uma forma de tornar o ensino mais barato.

Os democratas querem fazer uma campanha positiva “vamos dizer sim, não somos os políticos que fazem campanha a dizer não”.

 

Análise:

A  Casa Branca ocultou provas. Isto é grave. Solução da Casa Branca: contratar uma advogada para resolver esta questão.

Na campanha eleitoral Bartlet faz aquilo que todos os candidatos fazem: promessas!

 

 

 

RELAÇÃO ENTRE OS EPISÓDIOS:

Sucessão de crises. Os assessores da Casa Branca são frequetemente confrontados com problemas que precisam de solucionar.

Necessidade de fazer escolhas: dizer a verdade? Como transmitir a mensagem? Ocultar? Mentir?

As situações não são analisadas da mesma forma em todos os episódios. Por fazes fazem a opção certa: contam a verdade, como por exemplo no episódio “18th and poto mac” quando decidem revelar a doença de Bartlet. Outras vezes erram, como no caso de substituir o Josh pela C.J. na conferência de imprensa do episódio “Navegação Celestial”. No fundo, estamos perante uma série que tenta ser o mais real possível, passando as decisões acertadas (que por vezes existem) e as decisões erradas (que provavelmente existem mais do que deviam!).

Published in: on Junho 10, 2008 at 9:59 pm  Deixe um Comentário  

INTRODUÇÃO

Durante o segundo semestre, no âmbito da disciplina de Estratégias da Comunicaçao, estudamos as diferentes formas de reagir a uma crise. Daí seguimos para novos parâmetros como a fuga de informação, a mentira na política (e como estratégia) e ainda as campanhas negativas.

Todos estes pontos foram identificados na série “Os Homens do Presidente” a que assistimos nas aulas.

Sendo assim, fica exposto neste blog a minha interpretaçáo dos episódios a que assisti e, obviamente, a forma como esses mesmo episódios se relacionam com a matéria estudada.

Published in: on Junho 10, 2008 at 9:45 pm  Deixe um Comentário  

ÍNDICE

INTRODUÇAO

CAPÍTULO I: CRISE

CAPÍTULO II: CAMPANHA NEGATIVA

CAPÍTULO III: FUGA DE INFORMAÇÃO

CAPÍTULO IV: MENTÍRA POLÍTICA

CONCLUSÃO

 

 

Published in: on Junho 10, 2008 at 9:40 pm  Deixe um Comentário