Episódio 16 “18th and poto mac”
“A crise, a sucessão de crises, e a sondagem como instrumento de gestão e preparação.”
Resumo do episódio:
É feita uma sondagem e os resultados hipotéticos apresentados pelo Joey Lucas são desastrosos.
Sucessão de crises: manifestações; rebenta uma crise no Haiti; o Josh precisa de 30 milhões para o comité do Senado continuar o caso do Departamento de Justiça contra a indústria do tabaco, mas há um bloqueio quando o Josh solicita o voto crucial de dois senadores democratas. E ainda, o problema da divulgação da doença de Bartlet.
Bartlet disse: “Não quero cometer os mesmos erros de novo.” e Leo responde “Não quando há tantos novos erros que podemos fazer”.
Análise:
A sondagem apresenta maus resultados para os democratas, mas por outro lado serve para perceberem que as pessoas não estão satisfeitas. É preciso agir.
Mais uma vez o trabalho dos assessores é importante. C.J. é quem trata de abordar a imprensa para a revelação oficial da doença do presidente Bartlet. Escolha certa: divulgar. Perante a crise (a doença do presidente) a aposta foi contar a verdade. Agiram!
Episódio 13 “Ele fará de vez em quando”
“Há mais um caso para resolver, os problemas de alcool de Leo; há crise de comunicação; responder ou não? como abordar o problema? A internet acelera a comunicação; Bartlet tem esclerose multipla (segredo) e Leo é avisado”
Resumo do episódio:
Este episódio começou com o presidente Bartlet a treinar o discurso. Josh e C.J. estavam a assistir e cometaram que o presidente estava com mau aspecto: parecia doente. No final, foram ter com ele e falaram-lhe sobre isto, insistindo para o presidente tomar os compridos. Pouco tempo depois o presidente desmaiou. Leo começou a desconfiar que se passava alguma coisa e acabou por saber a verdade pela mulher de Bartlet: o presidente tem esclerose múltipla.
Análise:
Doença do presidente. ‘Sinónimo’: crise. O que fazer? Esconder isto dos assessores? Esconder dos jornalistas? Assumir. Correr o risco de ter de ceder o lugar?
É uma situação muito delicada. Na minha opinião é sempre preferível assumir, contar a verdade. Vejamos, se foi a população que escolheu Bartlet para assumir o cargo de presidente dos Estados Unidos essa mesma população tem o direito de saber o que se passa e até mesmo demonstrar a sua posição perante este facto. Claro que estas questões são sempre mais complexas dos que aparentam. «As eleições jogam-se muito na opinião pública», há sempre o risco dos adversários iniciarem uma campanha negativa e destruírem o poder der Bartlet.
O caso de Leo acaba por ser idêntico, embora com consequências gerais um pouco menores. A minha solução é a mesma: contar a verdade. Aliás, durante as aulas foi-nos dito que a verdade é sempre a melhor opção.
Episódio 12 “Navegação Celestial”
“CJ não pode realizar a conferência de imprensa matinal; Josh oferece-se para a substituir. Um desastre. É preciso saber lidar com os jornalistas. Incompetência, impreparação. Responsabilidade. A importância do que se diz. O cuidado com o que não se quer dizer. A dialéctica com os jornalistas.”
Resumo do episódio:
O juiz Mendonza que foi nomeado pelo por Bartlet para o Supremo Tribunal foi detido pela polícia por conduzir sob efeito de álcool e recusou-se a fazer o teste do balão, alegando que este teste é contra os direitos do humanos. A polícia prendeu-o. Sam e Toby foram para Wesley para libertar o juiz Mendonza (encondendo da imprensa o sucedido).
A secretária O’Leary foi acusada de ter chamado racista a Wooden. É feita uma conferência de imprensa em que se diz que o presidente Bartlet exigiu que O’Leary pedisse desculpas a Wooden. Josh substitiu C.J. na conferência de imprensa (porque ela desvitalizou um dente e nao estava em condições).
Análise:
Quando falamos de uma conferência de impresa não nos podemos esquecer que há sempre uma estratégia, por um lado da parte do jornalista que faz de tudo para conseguir obter a maior quantidade de informação possível (e até mesmo insistir em casos mais polémicos) e por outro lado da parte de quem dá a conferência: como responder aos jornalistas, que assuntos abordar e que assustos não abordar, que posição tomar (distanciamento ou amistosidade). Tendo em conta a série, falamos do assessor do presidente dos Estados Unidos da América, ou seja, não é algo que se faça de ânimo leve e sem preparação prévia. Por norma era C.J. mas naquele dia ela não estava em condições de falar e Josh substitui-a. Decisão errada. Josh não soube responder claramente às questões, teve uma postura imprópria com os jornalistas e o resultado foi péssimo. “Tem a certeza que quer fazer uma pergunta assim tão estúpida?”, foi uma das respostas de Josh. Ele nem sequer tinha total conhecimentos sobre os assuntos que lhe eram inquiridos. Definitivamente ele não estava preparado No final ainda deixou no ar que a Casa Branca tinha um segredo!!! A estratégia dos jornalistas funcionou e a de Josh falhou. Talvez tenha falhado porque não houve verdadeiramente uma estratégia, não foi algo pensado nem racionado como deveria ser.
Episódio 14 “Um dia pouco movimentado”
“«Não temos nada para anunciar hoje» diz CJ; «Precisamos de uma boa declaração se não a imprensa passa-se». Não ter notícias é bom ou mau? Sem notícias, os jornalistas investigam…
O que fazem na Casa Branca para criar factos; o poder dos jornalistas bem informados; o off the record;
Uma frase de Will Baley: «por uma vez disse a verdade»;
Atenção a uma outra frase de Toby: «fizeram na TV um anúncio que destruiu a carreira dele»”
Resumo do episódio:
O Toby teve uma ideia para “salvar” a Segurança Social. E conta esta ideia ao presidente Bartlet.
Mas este não é um dia comum na Casa Branca: não há notícas para dar! A C.J. e o Josh falam do assunto: “Se nós avançamos com notícias somos atacados”, “Estamos tramados”, “Temos de arranjar uma forma de os alimentar!”.
Entretanto o Toby esconde o que está a fazer do Josh. O Josh percebe que algo se passa e aproxima-se no senador republicano.
A C.J.passou o episódio preocupada com o facto de não ter notícias para dar.
No final, a tentativa de reforma da Segurança Social que Toby propôs (no sentido de recrutar um senador republicano e um democrata) é divulgada publicamente.
Análise:
Não ter notícias é definitivamente mau. Os jornalistas vivem das notícias, quando não lhes chegam às mãos eles têm de as “inventar”.
Numa situação destas, é preciso criar “factos políticos” e manobras de bastidores de modo a atrair ou desviar a atenção dos jornalistas.
Tal como nos foi ensinado nas aulas: « Partindo do pressuposto de que toda (ou quase toda) a informação que chega aos jornalistas é fabricada, construída, manipulada (nem que seja porque apenas uma parte é fornecida/comunicada), visando determinados objectivos (a estratégia de comunicação previamente definida), é importante ver que formas há de manipular essa informação». Por isso « encontrar valor mediático para as iniciativas, mas por vezes isso não basta (porque não há, porque há pouco comparativamenteou porque os jornalistas não se interessam); (é também preciso prender a atenção dos jornalistas àquilo que estamos a fazer (sendo criativos na forma como comunicamos a estratégia/a mensagem); surge então aquilo que vulgarmente é designado por ‘factos políticos’».
As manobras de bastidores surgem na sequência da necessidade de desviar as atenções: neste episódio era necessário criar factos para que os jornalistas não se apercebessem da ausência de notícias. Palavra de ordem: desviar a atenção dos jornalístas, criar pseudo-acontecimentos. Ou seja, uma aparente realidade criada por quem tem o objectivo de tornar público através dos jornalistas.
Episódio 20 “Sentido”
“A manipulação e a crise”
Resumo do episódio:
Neste episódio houve um problema: era preciso encontrar o dossier azul. Vinick apoderou-se desse dossier que continha coisas importantes do passado do adversário democrata, Santos. Depois: houve um acidente com um veículo que transportava urânio a 32km de uma população. Fala-se com a segurança nacional: é estranho os dois camiões envolvidos no acidente chocarem numa zona deserta. Mais estranho ainda: um camião tinha sido roubado duas semanas antes. Problema: na Casa Branca não sabem em que ponto está a questão do acidente dos camiões e querem evacuar as populações mais próximas.
Questões políticas: discute-se se o vice-presidente participa ou não na corrida às eleições. Leo descobre que o vice-presidente é alcoólico e aconselha-o a contar isto ao presidente Bartlet. O presidente quer que ele se mantenha no cargo porque pode morrer a qualquer momento.
Análise:
Sucessão de crise, por um lado o problema dos camiões e por outro lado o problema de álcool do vice-presidente e, ainda, descobrir onde estava o dossier azul.
Solução: divulgar o problema de álcool e não se demitir. Nos outros dois casos: investigar. De lembrar que no caso do dossier azul se trata de manipulaçao.
Episódio 22 “Universitários”
“mais uma crise, mais uma vez a necessidade de responder à crise; com a desinformação e a mentira.”
Resumo do episódio:
Qmar tenta responsabilizar Israel. Leo conta isto à advogada Kendall: a Casa Branca SABE que NÃO HÁ provas da responsabilidade de Israel porque foram os membros da Casa Branca que as DESTRUÍRAM.
Campanha eleitoral: “Rock the vote” é a aposta democrata junto dos mais jovens. O presidente foi à Universidade de Michigan e falou do problemática da violência nas escolas, da falta de professores e da falta de material e PROMETEU melhorar a situação.
Entretanto, Toby e Josh acreditam ter descoberto uma forma de tornar o ensino mais barato.
Os democratas querem fazer uma campanha positiva “vamos dizer sim, não somos os políticos que fazem campanha a dizer não”.
Análise:
A Casa Branca ocultou provas. Isto é grave. Solução da Casa Branca: contratar uma advogada para resolver esta questão.
Na campanha eleitoral Bartlet faz aquilo que todos os candidatos fazem: promessas!
RELAÇÃO ENTRE OS EPISÓDIOS:
Sucessão de crises. Os assessores da Casa Branca são frequetemente confrontados com problemas que precisam de solucionar.
Necessidade de fazer escolhas: dizer a verdade? Como transmitir a mensagem? Ocultar? Mentir?
As situações não são analisadas da mesma forma em todos os episódios. Por fazes fazem a opção certa: contam a verdade, como por exemplo no episódio “18th and poto mac” quando decidem revelar a doença de Bartlet. Outras vezes erram, como no caso de substituir o Josh pela C.J. na conferência de imprensa do episódio “Navegação Celestial”. No fundo, estamos perante uma série que tenta ser o mais real possível, passando as decisões acertadas (que por vezes existem) e as decisões erradas (que provavelmente existem mais do que deviam!).